Há várias versões do diário de Anne Frank.

Finalmente levada a sério como escritora?

Páginas do diário de Anne Os diários, cadernos e as páginas soltas com notas e correcções feitas por Anne.
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Em 1998, o aparecimento de cinco páginas desconhecidas escritas pela Anne fez mais uma vez com que as atenções se focassem no seu diário. Apesar de o Instituto Holandês para a Documentação de Guerra ter revelado a história do diário de Anne em "The Critical Edition" (Holandês 1986, 2001; Inglês 1989, 2003) e ter impresso todos os textos disponíveis à parte, os leitores estavam confusos. 

O diário de Anne Frank é publicado

No diário, Otto lê sobre o plano de Anne de publicar um livro depois da guerra acerca do tempo que passou no Anexo Secreto.

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Reactions to the diary

Otto received many letters after the publication of Anne’s diary.

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Anne e seu diário

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Isto deveu-se, em parte, à chamada "Edição Definitiva" de Mirjam Pressler de 1995, na qual as temáticas que tinham sido cuidadosamente separadas na Edição Crítica foram novamente enlaçadas. Uma comparação das diferentes versões do Diário de Anne Frank poderá ser útil para entender o contexto das 5 páginas acrescentadas.

O diário xadrez vermelho e branco

No seu 13.º aniversário, a 12 de junho de 1942, Anne recebe o seu presente favorito, o diário original ao xadrez vermelho e branco. Ela escreve o seu primeiro texto nesse mesmo dia, expressando a sua vontade de poder confiar totalmente no seu diário e que isso lhe transmita grande apoio e conforto. Nas semanas seguintes relata o seu aniversário, fala sobre os seus colegas e eventos no Liceu Judeu (escola secundária) e sobre coisas divertidas que aos jovens judeus ainda era permitido usufruir nessa primavera. No início de 1942, Margot, a irmã de 16 anos de Anne, recebe uma convocatória para apresentação 'para trabalho na Alemanha.' No dia seguinte a família Frank esconde-se no último andar das traseiras da morada Prisengracht, 263, o estabelecimento comercial do Sr. Frank. O Sr. Frank assegurou-se de que a firma não se encontrava mais em seu nome. Cedo a família Frank partilhará o seu esconderijo com os Van Pels e, posteriormente, o dentista Pfeffer juntar-se-à a eles.  

Cartas para Kitty

As primeiras semanas no esconderijo foram tão difíceis para a vivaz Anne, que ela nem consegue escrever acerca disso no seu diário. No final de setembro, depois de ter lido um dos seus livros favoritos, 'Joop ter Heul', de Cissy van Marxveldt´s, que contém um conjunto de cartas, Anne adota a ideia de endereçar os seus futuros escritos no diário a membros de um clube de amigas imaginário, do qual Kitty é a sua mais querida. Estas cartas são em parte, infantis e sentimentais. Elas contêm alusões a personagens e situações de 'Joop ter Heul', algumas charadas e piadas, mas também as fantasias de Anne e observações em relação às suas leituras e sobre as suas experiências no esconderijo. Entre estas cartas, adereçadas a personagens fictícias, estão duas adereçadas à sua amiga real, Jacqueline (van Maarsen). Claro que elas nunca foram enviadas. 

Duas versões: versão A e versão B

No final de 1942, o diário axadrezado estava completo, exceto alguns espaços em branco. Posteriormente, Anne preencheu alguns cadernos com as suas cartas. Nem todos esses cadernos foram preservados. Por isso, não sabemos quando é que Anne decidiu adereçar as suas cartas exclusivamente a Kitty. No entanto, não há dúvidas que um apelo feito pelo exilado Ministro da Educação, Ciências e Cultura, feito a partir de Londres, levou Anne a reescrever o seu diário original durante a primavera de 1944 com o intuito de o publicar depois da guerra. A 20 de maio de 1944, ela começa a sua revisão. Em dez semanas consegue escrever 324 páginas soltas com a sua reescrita cuidadosa. Na 'Edição Crítica', o texto original é chamado de versão A; o texto reescrito versão B.  

"O diário de uma menina": a versão C

As oito pessoas escondidas são traídas e, a 4 de agosto de 1944, a polícia secreta aparece e prende-os. Após a sua partida, dois fiéis ajudantes, Miep Gies e Bep Voskuijl, recolhem os manuscritos da Anne que conseguem encontrar. Um ano depois, quando infelizmente se torna evidente que apenas Otto Frank sobreviveu aos campos, Miep Gies entrega-lhe os escritos da sua filha, dos quais ele selecionou alguns para publicação em 1947 como 'Het Achterhuis'. Este é a versão original do "Diário de uma menina" (1952), que é reimpresso na supracitada Edição Critica como versão C. 

Muito poucas passagens

Otto Frank era muito lido, mas faltava-lhe experiência no que tocava às regras de publicação. Na impressão da versão original do "Diário de uma menina", não há conhecimento de que ele tenha modificado os escritos da sua filha nem que, ao preparar o livro, ele tenha tido tempo para tal e, mais uma vez, optou entre duas diferentes versões dos textos do diário de Anne. O curtíssimo epílogo não assinado apenas diz: 'Aparte pouquissímas passagens, de pouco interesse para o leitor, foi impresso o texto original.' Otto Frank manteve esta ilusão até ao fim da sua vida, em 1980. Quando questionado acerca das partes que ele eliminou, ele responderia firmemente que não eliminou 'nada essencial, apenas algumas passagens acerca do desenvolvimento físico de Anne e algumas notas desagradáveis sobre a sua mãe.' Com esta resposta padrão, Otto Frank criou uma falsa perceção que sobreviveu até hoje. Mirjam Pressler apoiou-se nisso na sua edição de "Diário de uma menina", apesar do fato de uma leitura atenta da Edição Critica refutar a afirmação de Otto Frank. 

Mais autocritica e introspetiva

Não é fácil adivinhar o porquê de Otto Frank nunca ter revelado a existência de duas primeiras - embora fragmentárias - versões do diário de Anne. Pensou ele que o diário de uma menina não modificado e espontâneo tivesse maior impacto nos potenciais leitores? Quais foram os princípios que o guiaram quando, ao preparar a primeira edição, optou entre os textos a e b?

No ano de 1943, ele apenas dispunha do manuscrito resvisto de Anne, a versão b, visto que a versão a estava perdida. Durante esse período de tempo, os leitores têm a melhor perspetiva do tipo de textos que Anne preparou para publicação: vinhetas sobre o seu quotidiano nas "traseiras" e descrições divertidas de atentas observações de acontecimentos especiais que interrompiam essa rotina. Anne tem palavras de consideração e gratidão para os ajudantes, especialmente para Miep Gies, mas igualmente ela relata sobre a escassez de alimentos, sobre as muitas querelas desagradáveis, naquela tensa atmosfera das apertadas divisões e sobre as notícias do mundo exterior, particularmente relativas à crescente perseguição dos judeus e os desenvolvimentos da guerra. Mais para o final de 1943 os seus textos tornaram-se mais auto-criticos e introspectivos. 

Uma jovem escritora

Na primeira parte de 'Het Achterhuis', que data da segunda metade de 1942, Otto Frank incluiu tanto os textos originais da versão A como os textos reescritos, os textos B, escritos quase dois anos depois. Enquanto a versão B de Anne começa com uma introdução literária, datada de junho de 1942, na versão de Otto esta é precedida de duas infantis descrições do seu aniversário e uma frase de transição. No entanto, a fascinante descrição de Anne do pavor sentido quando Margot recebeu a convocação para se apresentar para trabalho, a 5 de julho, e a subsequente súbita decisão de toda a família ir para o esconderijo, ele retirou na totalidade da versão B. O mesmo em relação às minuciosas descrições de todas as divisões do esconderijo que Anne incluiu na reescrição de modo a contextualizar os seus últimos textos. Ela sabia que isto ajudaria o leitor a imaginar o ambiente no qual as suas próximas experiências se iriam desenrolar, o sítio onde, sobre a pressão das circunstâncias, ela estava prestes a tornar-se numa pessoa autónoma e uma jovem escritora. 

Mito predominante

Quando Anne reviu os seus textos, ela deixou de parte a maioria dos seus desabafos contra a sua mãe. De acordo com o mito predominante, é interessante que Otto Frank tenha incluído alguns deles na versão C, por exemplo, o texto de 3 de outubro de 1942. Ele fez o mesmo com uma frase da versão A na qual a Anne expressa o anseio pela sua primeira menstruação. Anne não escreveu isso na sua revisão datada de 29 de outubro de 1942. O seu pai re-incluiu a passagem na versão C. 

Passagens lacrimosas

Entre 22 de dezembro de 1943 e 29 de março de 1944, Otto Frank teve mais uma vez ao seu dispor os textos A e B de Anne. O processo da crescente introspeção crítica de Anne pode ser imediatamente observado se se compararem as duas versões de uma visita por um dos ajudantes na noite de Natal e do túmulto emocinal que esta visita despertou nela (24 de dezembro de 1943). A ânsia de Anne por uma juventude livre e despreocupada não diminuiu, mas na versão B a sua linguagem é mais poética do que no texto original. Além disso, ela acrescenta que deveria parar de sentir pena de si própria e acaba com uma nota de coragem e positivismo. Aqui e noutras passagens, Otto Frank considerou necessário reintroduzir as passagens lacrimosas que Anne cortou e, ocasionalmente, até adicionou uma frase ou outra de outros textos que Anne tinha eliminado. Isto resultou na incoerência da configuração que Anne tinha dado à versão B. 

Seções restabelecidas

A evolução da versão A para a B e C pode ser rapidamente percetível se se analisar o longo texto de 5-6 de janeiro de 1944. Na versão A, Anne relata uma ofensa psicológica inflingida pela sua mãe alguns anos antes. Ainda dói quando ela pensa nisso. Na versão B ela elimina todo o episódio e faz o mesmo com outra passagem deste texto relacionada com o desenvolvimento do seu corpo, a sua menstruação e o seu 'impulso' de tocar nos seus seios à noite na cama. Otto reintroduziu ambas as passagens do texto na versão C, que mais uma vez contradiz a repetida afirmação de que apenas deixou de fora passagens nas quais Anne expressa sentimentos negativos acerca de sua mãe ou nas quais ela escreveu também acerca do seu corpo espontaneamente. 

Contos no "Diário"

Na versão C dos texto do início de 1944, Otto por vezes inclui desabafos da versão A que Anne eliminou em parte e noutra transformou em histórias fictícias. Durante o ano de 1943, Anne escreveu alguns contos em paralelo com o seu diário. Estas curtas prosas seriam parte de um livro de contos. Mais para o final de fevereiro de 1944, Anne sublima a visão da sua amada avó materna (versão A, 29 de dezembro de 1943) através da confortante história 'O anjo da Guarda' e, posteriormente, ela transpõe a sua paixão por Peter van Pels no conto de esperança 'Felicidade' (ver 'Contos do Anexo Secreto' de Anne Frank). Uma vez que algumas das histórias deste conjunto de contos tratam de eventos passados no esconderijo, Otto Frank originalmente selecionou alguns desses textos para inclusão na versão C do diário, por exemplo, 'A melhor mesinha' datado de 13 de julho de 1943.  

Amadurecer a um ritmo acelerado

Quando Anne revia os seus textos no início de 1944, ela tinha lido alguns livros bons, especialmente biografias, que a ajudaram a disciplinar a sua mente e o seu estilo. Ela amadureceu a um ritmo acelerado, tinha ultrapassado a sua paixão por Peter que não a satisfazia, nem pela sua firmeza de carácter nem pela sua capacidade intelectual. Assim, ela eliminou a maioria dos desabafos acerca de Peter e moderou alguns dos mais pequenos textos em que Peter era mencionado. Anne conclui a versão B da sua retrospetiva a 7 de março de 1944 declarando independência interior dos seus pais e afirmando corajosamente a sua autonomia. Elimina as anteriors referências a Peter. O pai Frank anulou estas revisões. Aparentemente, ele queria preservar tanto para ele como para o leitor a imagem da sua amada, tempestuosa, pequena Anne e não sabia como lidar com a mais objetiva, espiritualmente autónoma, jovem escritora. 

Texto eliminado

Deste período datam as três páginas mais impressionantes das cinco páginas soltas que apareceram em 1999. No último ano da sua vida, Otto Frank confiou estas cinco páginas a Cor Sujik, posteriormente empregado na Fundação Anne Frank. Entretanto, uma nova Edição Crítica do 'Diário de Anne Frank' surgiu em 2003 (baseada na nova edição holandesa de 2001), na qual estas três páginas, a versão B do texto do diário de 8 de fevereiro de 1989, foram incluídas juntamente com 47 linhas da versão A original, da mesma data. A última tinha sido eliminada na Edição Crítica de 1989 a pedido da família Frank. A passagem contém reflexões da Anne acerca do casamento dos seus pais.

Uma tentativa sincera

Em textos anteriores, Anne tinha repetidamente referido a tensa relação com a sua mãe. Na data de 2 de janeiro de 1944 tinha reconhecido que ela própria tinha uma parte da culpa nessas tensões. No recentemente surgido texto de 8 de fevereiro, Anne tenta explicar a crueldade de sua mãe como resultado de uma profunda tristeza. Numa prévia conversa com o seu pai, Anne descobriu que, quando jovem, não lhe foi permitido casar com o seu grande amor. Anne pensa agora que a mãe Frank sente que o seu marido não a ama tão apaixonadamente como ela o ama, não conseguindo evitar a sua amargura. Anne gostaria de se aproximar de sua mãe, mas a recente frieza faz com que uma aproximação seja impossível. No entanto, tenta sinceramente fazer justiça à mãe. De acordo com o capítulo 8 da biografia de Anne Frank de Melissa Müller, de 1998 (Nova York: Holt), as suspeitas de Anne acerca da relação entre os seus pais são bastante perspicazes e não se afastam da verdade. Por isso, é justo que a mais recente edição britânica do 'Diário de uma menina', editada por Otto H. Frank e Mirjam Pressler, contenha o eliminado texto de 8 de fevereiro de 1944 (Penguin, 2001). 

´Não é um absurdo sentimental´

O casamento dos seus pais continuou a ocupar a mente de Anne. Num dos importantes textos de 11 de maio de 1944, Anne expressa o seu desejo de se tornar escritora. Ela tem intenção de publicar um livro depois da guerra. O título será "Het Achterhuis" e será basedo nos escritos do seu diário. Como segundo maior projeto, ela refere a elaboração da novela 'A vida de Cady', na qual a personagem mencionada no título não casará com o seu grande amor. Anne termina o seu esboço com a frase: 'Isto não é um absurdo sentimental, pois é baseado na história de vida do papá'. Otto Frank não incluiu esta última frase na sua versão C. Aliás, a passagem não consta do texto revisto de Anne, uma vez que não lhe foi permitido completar a revisão antes da detenção a 4 de agosto. A versão B não vai para além de 29 de março de 1944 e, ainda assim, em muitos dos textos A iniciais dos quatro meses seguintes, é evidente que a jovem escritora estava a pensar na publicação. Um excelente exemplo é o impressionante relato do domingo de Páscoa (11 de abril de 1944).

Publicação das Cartas do Diário

É de difícil compreensão o porquê de Otto Frank ter retido duas páginas adicionais através de Cor Suijk. Elas contêm uma introdução alternativa da versão B de Anne, que é igualmente literária como a mais conhecida, impressa a 20 de junho de 1942. Em ambos os textos ela menciona as suas aspirações como diarista de modo a estimular a curiosidade dos leitores. Na versão familiar ela declara que 'ninguém estará interessado nos desabafos de uma estudante de 13 anos.' Nas páginas soltas retidas, ela afirma que se certificará que nunca ninguém vai pôr as mãos nos textos do seu diário. O pai Frank levou esta afirmação demasiado a sério e, por isso, ele teve medo que pudesse ser  acusado de ter publicado os escritos de Anne contra a sua vontade. Nada poderia estar mais longe da verdade visto que Anne reviu as cartas do seu diário tão assiduamente como modo de preparação para a sua eventual publicação. 

24 palavras

Mesmo agora, que temos a Edição Crítica revista do 'Diário de Anne Frank', este volume de 2003 ainda não está propriamente completo. No texto de 6 de maio de 1944, 'a pedido da pessoa em questão, foram eliminadas 24 palavras.' Pelo contexto pode admitir-se que a eliminação não tem nada a ver com Anne ou com os seus familiares próximos. Assim, a eventual publicação dessas palavras apagadas provavelmente não fará diferença. 

Pré-datada

De maior importância parece ser o facto de os editores da recentemente revista Edição Crítica se concentrarem numa data controversa de uma importante carta do diário. De acordo com uma detalhada explicação na página 192 desta edição, esta carta do diário, escrita pela Anne para a versão B, foi originalmente datada de sábado, 30 de outubro de 1943. Esta data, escrita a caneta, foi rasurada com um lápis e reescrita também a lápis, sábado, 7 de novembro de 1942. Posteriormente, estas correcções feitas a lápis foram - pelo menos em parte - apagadas. Tendo em conta tanto o conteúdo como o estilo do texto, é óbvio que o seu lugar é no final de 1943, um ano particularmente difícil para Anne. A partir de uma discussão entre ela e a sua irmã, Anne pondera as relações entre os membros da família nuclear e avalia a sua própria posição dentro do contexto. Ela apercebe-se que não pode esperar a orientação e o encorajamento que anseia por parte da sua mãe nem do seu pai. Ela tem que traçar o seu próprio caminho, e escrever no seu diário é o seu único auxílio. Otto Frank escolhe a primeira data deste texto na sua versão C, evidenciando mais uma vez que não era sensível ao desenvolvimento de Anne, de uma jovem adolescente inconstante para uma autónoma escritora decidida. É pena que os leitores da recentemente revista Edição Crítica, ao questionarem a importância da data desse importante texto, não acharam que fosse mais apropriado escolher a última data, tendo em conta a análise estilística e (con)textual. 

Uma homenagem a Anne Frank

Ainda hoje Anne, a escritora, é muito admirada. Em 2001 uma nova edição holandesa da sua curta prosa surgiu, editada por Gerrold van der Stroom, um dos dois editores na mais recente revista Edição Crítica dos "Diários" e publicada no mesmo formato que as cartas. Este ano um terceiro volume, uma colecção de citações que Anne tinha copiado das suas vastas leituras, mais uma vez editado por Van der Stroom, foi adicionado. A bonita série holandesa tem como lema 'Uma homenagem a Anne Frank'. Seria bom que a versão B de Anne, a versão do seu diário que ela praparava para publicação, mesmo tendo sido presa juntamente com a sua família, fosse adicionada como quarto volume como suplemento da série. Assim, finalmente, Anne Frank seria levada a sério como escritora. 

Sobre a autora

Laureen Nussbaum é Professora Emérita de Línguas Estrangeiras e Literatura na Universidade Estatal de Portland em Oregon (USA). Em 1930 ela fugiu da Alemanhã nazi chegando à Holanda, onde conheceu a família Frank. Graças a uma avó cristã, Laureen passou por "meia judia" e sobreviveu à guerra. Em 1947, Otto Frank foi seu padrinho de casamento. Dez anos mais tarde, ela emigrou para os Estados Unidos com o seu marido e três filhos. 

Anne inicia-se na escrita

Para além do seu diário, Anne também escreve "citações favoritas" num outro caderno. 

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Anne, a escritora

Anne acha na escrita uma busca cada vez mais encantadora. 

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